domingo, janeiro 13

Bagunça nossa de cada dia.

Tomo um soco no rosto toda vez que entendo o porque das minhas atitudes auto desstrutivas, hoje descobri o porque da minha bagunça e foi tão ruim.



Minha casa vive os extremos da bagunça e da limpeza, se estou em um bom dia pode apostar que minha casa está com tudo no lugar, e hoje entendi porque bagunço tanto as coisas, para ter o que pensar, algo para fazer e uma ação que não me permite pensar muito, isso é meu cérebro tentando me enganar para não ter que encarar as coisas de frente.

Minha casa está numa bagunça extrema que é impossível classificar, tem coisas espalhadas pelo chão, louça suja, roupa pra lavar, e tudo o que penso é “preciso arrumar essa casa” enquanto deito para ler mais um pouco.

Essa bagunça é quase uma companheira física, como expliquei, um “algo a fazer” a bagunça me prende pois “não vou sair de casa com essa bagunça” enquanto não faço nada até a hora estourar e enfim fazê-lo, enquanto isso vou bagunçando as coisas, antes pensava que era somente desorganização, mas o que faria eu se ela não existisse? 

Hoje é domingo, não gosto de ver tv, teria que inventar algo pra fazer que não faxinar a casa, e seria obrigada a pensar. Ou teria tempo para pensar, que é uma coisa que não quero ou não posso fazê-lo.

É como se eu estivesse esticando as horas para não pensar no futuro, presente, ou por não querer realmente fazê-lo. 

Foi péssimo ter feito essa descoberta hoje, porque se fosse um problema organizacional seria tão mais fácil mudar, mas agora que já sei, não faço a mínima de como ajustar mais esse problema a minha realidade.

Enquanto isso vou pensando “tenho que arrumar essa casa” enquanto invento outra coisa para fazer.

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