sexta-feira, março 22

Não quero e não vou falar.

Do cão negro no ombro (adorei essa citação do Pai da protagonista Penelope Keeling dos Catadores de Conchas - Rosamunde Pilcher, indico com força, nos dias que ele estava mal descrevia que estava com um cão negro no ombro, jamais esqueci ou tem alguma ligação com eu ter lido esse livro trinta vezes) mas o cão me abateu hoje no trabalho, era como ver minha vida de fora.
Chorei no banheiro da empresa, limpei o rímel e voltei a trabalhar com a cara inchada.

Tem algo muito errado. Minhas lentes cor de rosa falham a cada dez minutos, me mostrando como as coisas são, ou são novas lentes cinzentas que resolvi colocar? Quem saberá?

Foda-se porque não estou com saco de deprimir hoje, tenho uma jóia em casa que é o secundo livro da trilogia O Século - Kenn Follet (que escreveu Os Pilares da Terra que putaquepariu é o livro!) e ele é tão orgásmico em termos literários que é para ser apreciado ao invés de engolido o que é uma dificuldade para quem lê dois livros por semana como eu. Ou os releio.

Vou ler até cair no sono, amanhã minha amiga estará aqui, e apesar de eu não ser o motivo principal da visita a BH é a minha primeira desde que vim morar aqui, a primeira pessoa da minha antiga vida que visita meu apartamento. Acho que vou até chorar de emoção.



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