domingo, janeiro 5

Agora posso explicar.

Após ter dormido muitas horas seguidas, levantado pra fumar, beber água e fazer xixi e só ter atendido meio duzia de telefonemas familiares, voltado a dormir, foi que consegui dominar minha raiva, dominar é uma forma de dizer que ainda não encontrei forma de despejar em alguém.

Na sexta-feira eu já estava analisando as coisas, a noite já tinha decidido que não tinha nada que eu queria. Nada.  De ninguém, nem um pedaço de bolo, nem nada. Nem sair,  nem ir na esquina. Esse foi o aniversário mais deprimente de toda minha existência. Eu só queria dormir, mesmo, foi o que fiz, até cansar, não que eu cansei, é que os remédios pararam de fazer efeuto. De repente eu revi minha vida, de incompetências de cobranças, todas as minhas ingratidões e todas as pessoas que me foram ingratas, vi minhas inseguranças no futuro, fui vendo, analisando, julgando e decidi que não merecia nada além do que já tinha. Vi as coisas que poderiam ser minhas e nunca foram, vi as decisões alheias respingando em mim, vi que não queria e não teria porque comemorar nada. O mundo não é meu, as coisas não são pra mim, a vida é dos mais espertos, dos que sabem tomar mais rápido, das pessoas que metem medo e eu era só alguém nesse meio, alguém que não sabia jogar o jogo, resolvi jogar o único que sei, me retirar e deixar que as outras pessoas fizessem aquilo que eu não faria.

2 comentários:

Felicia Luisa disse...

...sempre há uma saída sempre há uma saída sempre há uma saída sempre há uma saída sempre há uma saída sempre há uma saída sempre há uma saída sempre há uma saída sempre há uma saída sempre há uma saída sempre há uma saída sempre há uma saída sempre há uma saída sempre há uma saída sempre há uma saída sempre há uma saída...das boas

leaveinsilence disse...

lê 'conversando com deus' de Neale Donald Walsch, me ajudou muito.
dá uma nova perspectiva.