terça-feira, novembro 6

O mal-feito custa mais tempo...

Sempre digo que o povo brasileiro é meio vagabundo e acomodado, quem lê assim parece pura implicância, mas eu sou brasileira e tenho uma boa tendência a procrastinação, empurrar com a barriga, ou o famoso... deixar para amanhã...
Eu me impressiono com qual constância faço isso e quando dou uma boa observada, muitas pessoas fazem o mesmo, a maioria, do chefe ao “da limpeza” se pudermos fazer um servicinho porco, pra que se esforçar, ou dar o melhor? Não é necessário... a maioria vai aceitar o mal feito, porque já estão acostumados, são assim que fazem!

Hoje eu me deparei com esse dilema vendo algumas bolsas em uma ponta de estoque aqui perto, váaarias peças com altos defeitos, defeitos gritantes e pessoas comprando, eu pergunto qual é o verdadeiro problema, se é a desvalorização total da grana ou se acham que é um negócio da China... naquele “me engana que eu gosto”, afinal tinha peças que nem davam para ser utilizadas...

Enfim, por ter empurrado muita coisa durante minha existência e feito as coisas “nas coxas” hoje meu inglês é The book is on the table, esqueci muita coisa que aprendi (quiçá tudo) e hoje me arrependo, engraçado que eu não me lembro exatamente, mas nenhum momento que foi poupado “fazendo mal-feito” foi aproveitado, e hoje refaço coisas que deveria ter aprendido com 15 anos.

Enfim, acordei nostálgica e arrependida... mas vou seguindo, agora procurando pela excelência....

2 comentários:

argh, lemòn disse...

Pelo menos vc escreve direitinho, mocinha. O importante não é fazer, e sim MOSTRAR SERVIÇO.

Estação-Espacial-Feita-de-Argila-e-Palha disse...

"O mal-feito custa mais tempo..."

aprendi isso com todas as letras maiúsculas e em alto relevo e em neon quando fazia estágio do curso de Estradas