quarta-feira, março 7

Do nada pra o nada.

Sempre fico impressionada com a capacidade de adaptação do serumano. A gente espreme daqui, acerta dali e vai.
Eu detesto ter pendências de qualquer tipo, minha ansiedade quer tudo resolvido logo, mas quando a gente não pode resolver tudo num pulo, ou depende dos outros para resolver, não adianta cortar os pulsos.
Tem essa coisa engraçada de não estar escrevendo e externando pouco, falo pouco dos meus medos, dos desafios, do novo, de como me sinto tem horas, não escrevo aqui, não escrevo pra mim.
Tem dias que quase me sinto de férias, tem dias que é tudo uma certeza só, tem dias que as dúvidas vem e não tenho a resposta exata.
Tem horas que minha necessidade de falar é muito alta, tem horas que só o silêncio interno resolve.

Os problemas as vezes dão volta, a mesma coisa de sempre, de não conseguir me impor, de nunca dizer não, de ser sempre natural demais da conta. Tem horas que é muito chato eu ser eu mesma, porque tenho que avaliar e chegar a conclusões.
Quase tudo na minha vida é feita impulsivamente, e as vezes é inacreditável que as pessoas me perguntem, porque? Mascomoassim? Você fará isso? Quando respondo: Está feito já.
E as vezes quando as pessoas se chocam me pergunto o que vêem em mim que jamais vejo.
Será que minhas incapacidades são tantas que será impossível pra mim?

Não gosto de opções demais, pensar demais, decidir demais, achar demais, as vezes me dá vontade só de recostar, preguiça costumeira.

Burocracias, documentos, faça assim ou assado, me irritam, tem horas que quero só um aconchego, porque uma coisa descobri pensando ontem, as pessoas não dão palpites, dizem o que elas fariam caso estivessem no meu lugar, caso tivessem a coragem, se é que é coragem mudar um pouco aqui e acolá, e quase ninguém se importa em saber como eu faria, ou farei, o palpite é o que acumularam de experiência, mas as vezes essas exisstências estão tão longes das minhas.

As pessoas nunca perguntam se tenho saudades, como foram os últimos anos, se me tornei uma pessoa melhor ou pior, porque fiz ou deixei de fazer certas coisas, ninguém se interessa muito por essas coisas pequenas e sim pensam como numa projeção "o que eu faria se fosse comigo?" e nessa muitas vezes meu eu solitário e circunspecto fica perguntando se não percebem.
Acho que quase nunca, eu sempre faço projeções tentando juntar todos os barbantes da minha vida, mas ninguém percebe também, aí fico eu novamente pensando nas coisas enquanto bebo vinho de mercado.

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