quinta-feira, maio 31

Campanha de bosta

Já que essa camapnha não deu muitos frutos, foda-se vou atualizando como der daqui do curso até poder colocar internet em casa.
 
Vamos as novidades:
 
Meu supervisor me elogiou por estar sendo muito útil na separação. Apesar de não estar vendendo, o que é um motivo de desespero porque adoro vender, qualquer elogio tá valendo. Até se meu supervisor dissesse que pelo menos eu não ando fedendo pelo setor já taria bonito.
 
Não tenho dinheiro para praticamente nada e final do mês senso, estou fumando Free. Não é bom, mas pelo menos mantemos o vício por ora.
 
Tenho trazido marmita para o trabalho, portanto o almoço é uma festa já que minha comida é uma delícia (fato verdadeiro).
 
Meu namoro tá tipos a Itália, quando a gente acha que vai estabilizar mais um tremor abala meu pobre equilíbrio.
 
Continuo com várias coisas faltando, mas mantendo o otimisto e o pensamento positivo The Secrets mas só eu sei a que preço. Tem horas que dá vontade de sair gritando e só não quebro minha casa porque não teria dinheiro para repor um copo no momento.
 
Minha mãe nem cobra minhas visitas sabendo que estou a milhas de distância, mas sei que anda morrendo de saudades e com a voz meio triste, perguntando coisas como "tem trabalhado demais?" "tá tomando vitaminas?" "tá se alimentando direito?"
 
Meu trabalho é cansativo demais! Explico: Aqui antes de vender tem que passar por todos os setores e no momento trabalho no estoque, de botinas e carregando caixas, o bom do trabalho braçal é que sobra pouco tempo para pensar em questões existenciais, mas cansa meu pobre e gordinho corpo.
 
Sei andar bastante já em BH e Contagem, mas tudo aqui parece longe, ou complicado, estava acostumada a pegar um único ônibus e morar perto do trabalho.
 
Tenho muitas saudades. Tenho saudade até da rotina do meu trabalho anterior, tenho saudade dos meus clientes, do meu sotaque, do feijão preto, do cinzento da cidade, da poeira, do restaurante onde eu comia, da loja do chinês que eu passava em frente na volta do work, do mate gelado que a gente compra em qualquer lugar, do calor, das minhas colegas de trabalho, da minha antiga casa, ando tão nostálgica que até de MP tenho saudades, mesmo sabendo que lá é o cu do mundo e se minha cabeça estivesse saudável jamais sentiria saudade de lá. Mas é uma saudade sem dor e sem pesar.
 
Ah também tenho saudade de ter dinheiro.
 
Meu colchão inflável "estourou" uma prega e agora ele tem uma bola em um canto e tipos, só dá para dormir de um lado, porque eu ainda não virei ele o contrário.
 
Me sinto mais madura tem horas, na maior parte do tempo tento ficar bem serena, mas é uma serenidade mentirosa, daquelas que sabemos nada poder fazer, então a gente senta e assiste as coisas sem fazer parte delas. É uma fase, mas é chata.
 
Não tenho nenhuma vida social, excluindo o Marcos e o pessoal do trabalho que me acham uma atração turística, não conheço ninguém e não tenho nenhuma amiga aqui. Ninguém que eu possa falar da minha vida.
 
Peguei mais uma gaveta do lixo. E uns rolinhos muito legais de papelão lá no trabalho que farei um porta trecos muito maneiro. Já sei como solucionar o problema das cortinas. Só falta o dinheiro para o tecido. Mas já vai chegar.
 
Continuo não sabendo passar roupas. Ficam todas como se nunca tivessem visto um ferro.
 
Não sei onde vão parar as correspondências lá de casa.
 
Ando me sentindo muito velha e ultrapassada, feia e meio esclerosada, daquelas que falam sozinha, mas eu vou falar com quem lá em casa?
 
Sinto falta de usar minhas pulseiras, salto e fazer as unhas em um salão.
 
Sinto falta de conversar. Tenho saudade de quando era uma pessoa que só sonhava, porque colocar em prática meus sonhos tem sido tão difícil, tem horas que sei que tudo o que precisaria é só desistir, mas eu tenho tanta pena de abandonar meus objetivos...
 
Apesar do tom desse post, eu sou uma pessoa feliz, consigo agradecer a tudo de bom que tenho, de ser a pessoa que sou e reconhecer que mesmo quando meu estômago pesa em uma agústia esquisita, que tudo só é uma fase estranha, mas que vai passar, como aquela da Renner que não tinha dinheiro nem para me pagar um almoço ou comprar cigarro (véi pedi cigarro pro vigia uma vez e meu dinheiro só dava para uma espiga de milho no fim do dia).
 
Consigo visulizar minha vida totalmente diferente daqui uns tempos, vendendo, ganhando dinheiro, dirigindo, me formando, sendo alegre, rindo com as pessoas ao invés de só as fazerem rir, não vai faltar dinheiro para comprar sapatos e vou gastar uma manhã lá na feira da Afonso Pena com toda sorte de bugigangas que cruzarem meus olhos. Eu sou uma pessoa sortuda demais, porque sei que posso sempre contar comigo.
 
Mas vou voltar a ser foda dig din dig din dig din.
 
 
 
 
 
 

Um comentário:

CLARABELA disse...

Cristal tenho uma dúvida: pq vc foi pra Minas,já q vc estava bem no Rio, por um namoro que estava cambaleando por algum tempo antes e continua pelo jeito ? Não surte é só uma pergunta ... rs
Obs: Não achei nada demais vc pedir a grana aki.