quarta-feira, janeiro 30

Uma história sobre auto estima.

Tenho certeza absoluta que já deu para perceber os meus usos e abusos de remédios para tudo para dormir, para me manter acordada, para tentar parar de fumar, para me achar mais bonita, para a alma, não sou hipocondríaca, mas minha auto estima é baixa para acreditar que posso sem uma ajuda de algo que eu possa comprar e tocar.
Já tomei vários remédios para emagrecer e já não estou na idade de mentir sobre meus métodos, é importante salientar que quando não tenho algo nas mãos um cigarro uma bebida (agora bebo pouquíssimo comparado ao tanque de etanol que já fui) me sinto tímida e deslocada. O tempo inteiro.
Comer não é só uma compulsão, é um divertimento. 

É engraçado porque sei em um nível intelectual (não achei a palavra) sei que sou bonita, inteligente e articulada. Mas eu não me sinto assim. Praticamente nunca. Em raros momentos que posso ser eu mesmo me acho sensacional como pessoa, mas como disse isso não é o comum. E não passa pelo que as pessoas dizem, passa pelo que eu acredito, que é tão arraigado e colado em mim quanto as minhs tatuagens. Sou uma completa fraude. Por isso vivo me escondendo. Atrás do cigarro, do palavrório, de ser engraçada.
Na minha vida real que só eu conheço, sei que sou totalmente diferente do que imaginam. Odeio comflitos, sou calma, adoro ler e escrever, não gosto de badalar, beber até cair ou falar sem parar.  Gosto de contemplar as coisas, ficar parada na minha, que é o contrário da agitação que passo, algumas pessoas ficam nervosas só de estarem em minha presença, é perceptível, mas nada disso sou eu, não sou essa cartela de remédios, mas não sei porque acho que preciso disso.

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