domingo, abril 21

Nova semana.

Amanhã começa uma nova semana de trabalho, minha única fuga além dos livros (a tv não me presta) esse final de semana fiz jejum de silêncio, exceto pelo blog e pelas poucas horas trabalhadas no sábado não falei com ninguém, não liguei pra ninguém e ninguém me ligou.

Escrevi bastante, li, dormi e passou mais um final de semana, antigamente adorava os finais de semana, era minha fuga... hoje em dia é justamente o contrário. Não chego a odiar os finais de semana, cada dia tenho menos arroubos de amor e ódio, qualquer sentimento extremista me cansa, assim como as pessoas... infelizmente, seus dramas não me comovem mais, como quase nada. Não é depressão de domingo é só constatar que meu isolamento me isolou de verdade, existe uma ponte enorme entre eu e o resto do mundo e nenhuma vontade de começar a andar. Não penso mais no passado, assim como evito pensar no futuro, tudo é tão frustrante, apesar de estar fazendo muuuuuuito mais do que pouco tempo atrás sei que ainda está longe pra caramba, mas nem sei pra onde estou andando então fica mais fácil andar a passos letárgicos.

Nunca tive sonhos enormes e megalomaníacos e sinto uma enorme derrota pelo pouco que quis e não alcancei, é como ter se esvaído na corrida e não ter chegado nem no final. Nem a medalha de participação ganhei.

E tudo é tão chato que quando acho algo pra fazer, faço, pode ser até costurar meias, mas faço, só para não parar de vez e olhar o teto. É cansativo viver nesse carrossel de emoções bipolares e mais cansativo ainda tentar sair dele.

Mais uma semana que começamos, e daqui uns dias, mais uma que termina.



Um comentário:

Nádia Galdino disse...

Fiz essa analogia há pouco tempo, da "medalha de participação" - meu terapeuta adorou, a propósito. No momento, é o que tem pra mim e, apesar de não parecer grande coisa, eu a mereço. Não ganhei o prêmio dessa maratona, mas posso ganhar o da próxima - apesar de ainda não saber o quê.

No mais, também tenho me ocupado com qualquer coisa que não tenha relação com meus problemas imediatos e, de repente, me vi lavando louças compulsivamente. AH: também me identifiquei muito com esse trecho: "É cansativo viver nesse carrossel de emoções bipolares e mais cansativo ainda tentar sair dele."