Cara, saí um dia desses aí pra trás pra ir em um bar aqui em Vila Velha, até aí, tudo o que vocês já conhecem, exceto que hoje bebo pouco ou quase nada, mesmo, e bom, eu sóbria ou semi sóbria, vejo uma mulher TORTA indo para o carrão lindo dela querendo dirigir, advinhem, ADVINHEM que merda fiz? Fui lá e falei nananão, a senhoura não vai dirigir nesse estado né amiga? Vamos voltar para o bar e pedir um uber?
E nisso rebocando ela e a amiga dela, ambas mais tortas que o Coliseu, não do tipo briguentas mas do tipo "quem eu acho que sou para qualquer coisa"...
Aí veio as perguntas mais invasivas dos últimos tempos: Porque eu não as levava embora NO MEU CARRO? E eu: porque não tenho carro, PEDE PRO SEU NAMORADO LEVAR A GENTE! Não tenho namorado também... ESSES CORDÃO SEUS SÃO DE OURO? São nada, tudo biju e agora os comentários que ouvi, com pena e alguns momentos com total incredulidade:
Tão bonita assim e não tem nem namorado nem carro? E USA BIJUTERIA? (nisso queria me enfiar em um buraco porque né) a plenos pulmões na calçada: VOCÊ PRECISO ARRUMAR UM CARRO, VOCÊ PRECISA ARRUMAR UM NAMORADO, VOCÊ É PROBLEMÁTICA? PORQUE VOCÊ É POBRE?
Nesses momentos fiquei seriamente pensando em como nossas neuroses são trabalhadas né? Queria a deusa me testar no final da noite para que eu tivesse alguma ou nenhuma paciência com almas tão grosseiras que eu mesma resolvi ajudar para que não se matassem, ou matassem alguém atropelado, sei lá, depois de muitos minutos resolvi que era a hora de ir porque elas não iam parar de beber e não não tinha o poder de influenciar as duas de qualquer forma, mas é isso no ÚNICO dia que saí, fui chamada de pobre a plenos pulmões na rua.
Não tem sido fácil.

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