13 setembro 2022

Sabotagem 1

Todo mundo tem os seus, internos e externos, no caso dessa pessoa específica, como foi possível ter me permitido ser controlada por um desejo tão surreal que não me deixou ver a realidade? A resposta está na própria pergunta, não queria ver a realidade, minha realidade era dura, fria, meu relacionamento tinha acabado, minha fé inabalável na vida tinha acabado, viver dentro da minha mente era tão horroroso que me permiti sem nenhuma consciência ser arrastada para essa paixão sem pé nem cabeça, talvez por ser uma pessoa tão racional, me pegou de jeito, o objeto da paixão em si mudou durante os últimos meses, e nem era uma pessoa especificamente, era uma ideia, era minha idealização, o mecanismo que minha mente achou para passar por aquele momento tão fudido, entre uma paixão e outra, a maioria de ordem ideológica, como paixões políticas que tolheram como todas as paixões tolhem, a minha realidade.

Hoje quando encaro a realidade, que é só isso mesmo, me vejo livre pela primeira vez em muitos meses/anos, eu estava tão passional que isso me impedia de verificar para onde minha vida estava indo, e hoje estamos aqui, eu e eu, tentando não cair na mesma esparrela, tentando manter os dois pés muito bem fincados no chão e a mente clara, foram muitas sessões de terapia, e hoje sinto um vislumbre, uma pequena luz, de como a mente limpa me ajudará a sair dessa.

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