É quase interessante quando abrimos nossa vida para o novo, na minha vida o novo se obrigou a entrar e vamos perdendo o medo das novidades, aconteceu tanta coisa surreal comigo que manter o pensamento no passado estava não só me adoecendo como me matando.
Todo dia morria um pouco, as vezes fisicamente, as vezes somente de forma ideológica, muitas vezes matando as pessoas dentro de mim, matando meu antigo eu dentro de mim, vou lentamente esquecendo, desapegando da última parte que restou já que materialmente minha vida é um enorme vazio, não tenho nem uma caneca a parte que restou foram minhas resistências e registros sobre o que deveria ser ou não, a única coisa que posso é ser eu, e preciso ser feliz apenas existindo e sendo.

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