Estou alguns dias saindo para mergulhar ainda de madrugada, inicialmente só fui para afirmar para mim que tinha disciplina suficiente para acordar, caminhar e cair no mar antes das seis, fui só pra dizer que conseguiria, para afirmar que ainda estava viva, tinha vontades e desejos, e um deles era esse.
a Deusa quis comecei esse hábito em plena semana de chuvas, frio e vento, TUDO me desanima, meu único pensamento quando acordo é NÃO PENSAR EM NADA, ou deixarei de ir, gostaria de dizer que esses dias foram gloriosos, maravilhosos e idílicos... mas cada dia houve um formato.
Hoje amanheci com a boca cheia de raiva, limpando uma mágoa velha e dolorida, quis voltar para a cama, aliás queria voltar para o NADA, mas me obriguei a ir, afinal já tinha acordado, camihando e OBRIGANDO MEU CÉREBRO a gerar sei lá: alegria, felicidade e contentamento... enquanto o mar se debatia longe, na própria vida dele.
Quando chego na areia, arranco a roupa e pulo na água, sem pensar, já me disseram que penso muito, aliás já me disseram muitas coisas sobre mim, porém foda-se, fico lá deitada na água, olhando o céu cinza, pesado e cheio de nuvens, o tempo para para eu sentir o que preciso, para sentir a rotação da terra, meus batimentos cardíacos, minha fome e meus pensamentos desencontrados.
O mar não me julga, tenho pra mim que ele até entende, duvido muito que o mar já não tenha visto de um tudo e recebido todas as homenagens e poesias, em todos os idiomas existentes.

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