terça-feira, maio 22

Continuo andando...

Sem tanquinho e sem máquina, estou mais confusa que antes, mas não tem nenhum problema com isso já que não tenho dinheiro pra comprar porra nenhuma.


Estou fazendo cursos a noite que comem meu dinheiro em passagem, fazendo altos malabarismos mentais para não pensar em como fazer meu dinheiro dar saltos na minha conta...
Mas no geral não me aborreço, tem Cantina da Serra na minha geladeira, a vantagem é que dois copos dá uma azia tão grande que fica econômico ter uma garrafa.
Essa é a terceira vez que fico doente aqui, um saco de febre, fanha, mas não dá para trocar de corpo no momento.

Não tenho tempo pra nada mesmo, portanto quase nada faz diferença. Acordo as cinco e meia da madruga e só volto perto das 23:00 então se lá em casa andam ratos pelo chão eu só convivo com eles por pouco tempo. Mas até que o apê anda bem arrumado, ainda sem cama, ainda sem sofá, mas tem euzinha com meu alto astral para fazer tudo virar uma maravilha.

E eu amo cada pedaçinho conquistado e curto tudo, da minha penteadeira (que era um pedaço de guarda roupa do lixo e Marcos fez um milagre) as coisas que tenho feito, minhas comidas, meu bolo de cenoura, até unha fiz, e digo que ficou bem melhor que imaginava. Eu poderia ficar aqui mimizando que ia no salão toda semana mas agora a realidade é outra. 

Me sinto sozinha, mas compartimento as coisas, quando estou no trabalho sou só dele, me viro em cinquenta para carregar caixa e não reclamar que minhas pernas doem, em casa, a paz reina, sempre tem um livro de qualquer coisa, posso tomar banho ou simplesmente deitar no meu maravilhoso colchão inflável. Eu gostaria de ser menos Poliana e mostrar mais meus dentes, grunhir e mostrar ao mundo que ninguém samba na minha cara, mas quando a gente tem idéia do próprio valor, essas coisas parecem ser tão pequenas...
Vou vivendo minha vidinha, pagando meu aluguel, comprando minha comida, sendo a melhor que posso ser, e olha, eu até que tenho me dado bem.