quarta-feira, novembro 28

Somente para externar.

Hoje quando desalentei no trabalho só pensei em uma coisa, tem que ser muito doida por Marcos pra largar tudo e começar de novo.
Não me arrependo, já tive meus momentos de arrependimento, mas no total acho que valeu tudo e valerá muito mais daqui um tempo.

Muito mais que amor, que na verdade é uma palavra abstrata, daria um braço pra ele na boa ainda deixaria ele escolher entre o direito e o esquerdo, as vezes acho que amo demais, mas não tem nada demais quando não se tem medida. Sempre fui exagerada em tudo, como demais, fumo demais, falo demais e era muito de se esperar que fosse um poço de equilibrio tibetano.

Falo isso porque primeiro esrevo pra mim, quase para me situar no meu cérebro, depois pra vocês.

É chato ter um amor dependente como o meu, tem horas que tudo o que quero é ser independente e durona, mas quando as coisas desabam com ele, desaba todo o resto. Essa parte é péssima. Estou fazendo um intensivo para não ser tão dependente do estado emocional dele, mas não é fácil.

Acredito que a carência teve um ponto fundamental nesse quesito, sempre me senti inútil e tive uma auto estima bosta, por isso quando ele me dá algo, me agarro com todas as forças e as vezes faço realmente tanta força que quase quebro.

Teríamos que ir nos primórdios a minha vida para ver onde isso tudo começou, isentando pai e mãe (e olha que tive problemas com eles pra encher um livro) minha vida sempre foi um buraco sem fundo até meus 24 anos, quando o achei. Ele preencheu tanto que foi impossível não delegá-lo a função de me fazer feliz e curar todas as minhas feridas e meu Deus são muitas até hoje.

Tenho feito vários retrocessos mentais e tem dia que é tão doloroso, sempre fui a mais bonita ou a mais inteligente da "turma" mas era sempre excluída por algum motivo, as pessoas jamais me levaram a sério, já tinha sei lá uns 22 anos quando ouvi a primeira vez que estava fazendo tudo certo. E olha que com 22 dois anos já tinha 5 que tinha saído de casa e passado maus bocados.

Meu emocional é igual de uma criança já que vivi na corda bamba até a idade adulta, sempre cercada de medo e ameaças, acho interessante chegar hoje com 27 anos e admitir que até os 21 mais ou menos não sabia o que a maioria das pessoas já sabiam emocionalmente, mas já sabia ganhar dinheiro, ser boa profissional e mais um monte de coisas legais, menos as coisas primordiais.

Acho que por isso que sou tão tudo ao mesmo tempo, o que me dói dói demais, o que me alegra, também é demais. 

Dou graças a Deus não ter embrenhado de vez no alcoolismo ou na auto comiseração e Deus sabe que teria autorização pra isso, fui me mantendo em uma fachada mentirosa de responsabilidade e equilibrio até o dia que tudo caiu.

Desde o dia que tudo caiu estou na luta da restauração de mim, e o mais estranho é que não faço a mínima idéia de quem eu sou, mínima ou remotamente. Se alguém me perguntar o que me faz feliz ou triste, ou onde quero estar posso responder vagamente mas sem muita convicção.

Vocês não fazem muito idéia de como é morar na minha cabeça, o tanto de confusão, de pensamento maníaco e coisas do gênero consigo ter em10 minutos e de pensar que isso tudo estava emcoberto tão com um lenço tão fino e foi só tirar que... cá estou eu, perdida entre fazer uma sopa e ir dormir.

Estou cogitando sinceramente ajuda profissional novamente pois morro de medo do dia que as coisas possam arrebentar de vez dentro de mim.




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