terça-feira, janeiro 22

Passa logo essa fase!

Meu trabalho não me estressa, de forma alguma, meu trabalho me consome. Chego com um gás danado e antes do almoço já estou com os ombros doendo de tanta tensão, ansiosa nem sei pelo que, pedindo para ter muitas coisas para fazer para o dia passar e eu produzir, e quando elas aparecem eu paraliso mentalmente buscando dentro da minha experiência o que fazer.
Continuo sendo uma ótima profissional, mas é um teatro tão grande que me consome, consome minhas energias, meu cérebro, mas aí eu paro e penso que não é só o meu trabalho. Meu trabalho é só um reflexo da minha auto estima no limbo. Como ser encantadora para o cliente? Que pessoas vão querer fechar negócios comigo? E não me pergunte, mas elas continuam fechando.

Eu tinha tanto orgulho do meu trabalho, enchia a boca para dizer que era vendedora, e isso nada tinha a ver com a empresa, dinheiro, gerente ou colegas de trabalho, já trabalhei em lugares piores (Renner te manda um beijo!) mas tinha algo dentro de mim que não admitia perder sem explicações, que não admitia ser meramente razoável, é como se um encanto enorme tivese quebrado. Sei que é temporário, mas tenho tanto medo desse temporário ser longo...

Saí do trabalho tão moribunda que não me animei para ir para a natação, mesmo com minha bolsinha a tiracolo, só queria minha casa, minha cama e meus livros, é como se qualquer coisa de fora não tivesse o mínimo interesse, mas as coisas não deixaram de ser interessantes, eu que não me condiciono a pensar nelas.

Pedi um remédio na farmácia para minha dor nos ombros, um salompas de leve, lembrei-me que essa farmácia vende remédios sem receitas e pedi um diazepan para dormir linda e acabar com a morsa que me espreme, mas não tive coragem de tomar.

É muito chato me sentir esgotada assim sem estar esgotada de verdade, entendem? Eu ando em um círculo hipnótico de amor e ódio a tudo e todos. E isso está literalmente me matando.

E por hoje é só, quero comer e dormir.

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