quinta-feira, agosto 22

Sustão do dia.

Fiz um super texto no último coment para todas, mas o google comeu e estou muito cansada para refazer, super te entendo Ana Paula e obrigada meninas, vocês são anjos. Mas refarei e postarei.

Marcos estava com uma dor desde segunda-feira, nós viajamos no findi e ele estava ótimo e tals.... e yadda bom resumindo: foi ao médico e tchanam, interna e opera uma pedra nos rins. Assim em poucas horas, sem tempo para digerir a ideia nem nada.

Oi?


Eu trabalhando uma situação na empresa, sem poder deixar meu trabalho e ele lá no médico, sozinho, a filha dele foi lá logo depois para ver papel e eu com duas bombas na mão tendo que me virar sozinha e o Marcos se internando para operar, você ouve "operação" e aquilo te despedaça né? Logo pensamos em coisas graves, respirei fundo resolvi a situação no trabalho do jeito que deu (e não foi satisfatório, amanhã certamente a coisa vai estar tenebrosa) e saí debandada para o hospital, cheguei lá já estava no centro cirúrgico nem deu tempo de desejar boa sorte, só fumar dois e aguardar. E põe aguardar nisso. Graças a Gzus a filha dele é um anjo e ficou comigo, brincamos, comemos sorvete para passar o tempo, rodamos quarteirão procurando o carro (nem deu tempo de nada gente, nem de saber onde estava o carro) e ficamos carregando uma enorme e pesada bolsa transparente com os pertences dele, roupas e sapatos, ficamos lá, esperando e esperando.
Niqui quando nos chamaram meu bem estava grogue, branco como um papel, só meio coberto, com aquela bolsa horrorosa de sonda cheia de sangue pendurada na maca, com aquela cara de "onde estou?" e ruma para o quarto, aconteceu uma coisa tão inocente que só quem conhece bem uma pessoa sabe. Ele estava tentando abrir o olho, focalizar as coisas, cheio das dorgas anestésicas, tentando falar e eu peguei os óculos dele dentro da bolsa (Marcos é tão míope que precisa de um óculos para achar os óculos, muito cegueta) enfiei o bendito na cara dele e ele me olha e fala "oiiii amorrr" como se não me visse a séculos. Tem momentos que a gente tem certeza absoluta das escolhas que faz, e foi nesse momento que sabia que tinha que estar ali, como sabia que estar aqui, mesmo apesar dos percalços e Deus sabe o tamanho deles. Mas quando ele abriu os olhos e me viu disse "obrigada por ter vindo meu bem" beijou minha mão, a mão da filha e só a gente que vive sozinho sabe o valor das pessoas nessas horas, nas outras horas a maioria das coisas é só oba oba.

Ficamos pouco tempo, (não pude ficar como acompanhante, ninguém pode aliás) fiz tudo prático: aqui está seu dinheiro, seu celular está debaixo do travesseiro, a chave do carro aqui (não que ele vá sair dirigindo, mas como eu não dirijo, tinha que deixá-lo seguro) e lalala, apaga a luz, vê se dorme, ajeitei o travesseiro, vê se o plug do soro está bacana, peguei meu casaco com meu perfume de todo dia e meu leve tom de cigarro-fumaça tão conhecido dele e coloquei igual um bicho de pelúcia entre a mão e o pescoço, ele agradeceu, agarrou o bicho-casaco, resvalou para o sono  e vamos voltar pra casa.

Cheguei em casa, empurrei um pão pra dentro e resolvi escrever só para espairecer e relaxar.

Não sei ainda quando é a alta e não tive estômago para procurar esse tipo de pós operatório na internet porque antecipar esse tipo de sofrimento é ridículo e teremos mais um dia amanhã.

Estou aprendendo a fazer o que há de melhor para o moment e continuar caminhando, sempre.


3 comentários:

Smart Girl disse...

Menina, que loucura!!!!
Bem, espero já estar tudo indo pro lugar de novo, que ele esteja bem e que você esteja mais descansada e tranquila.
Força na peruca!

Nádia Galdino disse...

Nossa, que sufoco... ainda bem que o pior já passou e vai ficar tudo bem. E, olha só, você conseguiu ajudar quem mais precisava de você naquele momento.

Força para você e uma ótima recuperação pra ele!


:*

Blogger disse...

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