quarta-feira, fevereiro 26

Compulsões.

Eu coloquei muitas metas na minha vida, mas desde que parei para pensar no essencial, séculos atrás, acabei percebendo uma ligação entre uma coisa e outra, não queria mais tratar dos sintomas e sim das causas.


Parei de beber. Não como abstêmia, mas não queria mais essa fuga. Pra mim. Não é pra você, não tenho nada contra beber até cair, mas no momento, não é pra mim, em respeito a minha própria história e da minha família, não quis que minha vida escorresse em um copo de vodka. Eu gosto de vodka. Não sou radical, mas beber não trás mais aquela alegria e festa de antes.

Parei de fumar. Não da forma que você imagina, apenas troquei pelo cigarro eletrônico, ganhei dinheiro e saúde, mas não perdi o hábito - ainda. Aliás eu adoro cigarros, gosto tanto que estava fumando demais e, trocar e não sentir mais o gosto do cigarro ou a necessidade de fumar de x em x tempo foi o melhor investimento da minha vida, muito mais que saúde e dinheiro é simplesmente libertador não ter que pensar em dinheiro para comprar cigarro.

Parei de comprar por impulso: Não do jeito que imagina, apenas fiz um balanço das coisas que poderia ter e que não tenho x as coisas que tenho sem valor. Ficou muito fácil perceber onde o dinheiro escoava e fechar essa torneira. Não totalmente, mas 80%... é um grande avanço. Não sinto mais a pressão extrema de gastar com qualquer coisa e estou tentando fazer um uso real do que tenho, foi a modificação mais difícil até agora, e mais difícil de manter. 

Aceitei que estava doente. Foi foda, um ano de luta SÓ PARA ACEITAR. Aceitei como quem aceita que tem gastrite. É um fato. Não me curei por isso. Não mudei nada. Só aceitei. Não podia tratar de uma coisa que fingia desconhecer. Poderia ter quebrado a perna, mas estava deprimida, só mais uma pessoa no mundo inteiro. Passei a tomar a medicação.

Aceitei que meu trabalho não é nada além da forma que escolhi momentaneamente para ganhar dinheiro, parei com as expectativas absurdianas e só me fiz um contrato, quando melhorar dou mais um passo adiante e faço uma escolha melhor a esse respeito.

Aprendi que lutar demais nos desgasta, machuca e não dão o resultado esperado. A gente tem que saber a hora de lutar e a hora de se recolher. Teve uma hora que ou eu aceitava que não poderia fazer NADA a respeito ou teria um troço sério.

Não, não mudei, só não reclamo por qualquer motivo ou dou asas a minhas neuroses que não são poucas, no momento minha maior neurose é achar que serei mandada embora todo o tempo, de resto ando administrando.

Acho esquisito qualquer briga de trânsito, ou pessoas tentando provar coisas idiotas, ou querendo educar os outros.

Parei com a ideia de que era Deus e iria curar todas as pessoas a minha volta. 

Não me sinto o máximo, nem estou mais feliz, apenas estou melhor, cada dia mais.








 


 


3 comentários:

Sarah Sol disse...

Vc é uma mulher forte...mata um leão por dia e nem percebe.

iILÓGICO disse...

desligue-se de todos que te fazem mal. Você já devia ter feito isto, talvez nem estivesse doente.

Blogger disse...

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