sábado, maio 3

Não existe eles, existe somente nós.

Quando conseguirmos entender essa frase, será muito mais fácil conviver.

Toda vez que nos desvinculamos dos outros seres humanos, quando os outros se tornam eles, do alto da nossa sgnificância ou insignificância, julgamos do nosso saber limitado as dores e as alegrias alheias.
E como julgamos.

Lembro muito bem de sempre achar qualquer desordem mental como frescura, até ficar doente e perceber claramente que não é exatamente assim, hoje me limito a não dar opinião a respeito.

Quando sofri com um ataque de pânico tão grande que achei que iria morrer dentro do banheiro da empresa ao invés de me achar mais uma nas estatísticas, senti enorme pesar pelos julgamentos que fiz, hoje me limito a tentar entender o que acontece comigo e com mais uma pá de gente.

Descobri que muitas pessoas tem como eu, pais ou mães alcoolatras, que nos puxam para um lugar que não queremos estar, coisas que não queremos ver, vi tão próxima a luta e as derrotas, que passei a não mais dizer: é tudo safado, se quisessem parariam.

Quando comecei a compreender que estamos todos lutando contra uma coisa ou outra, sobreviência, grana... parei de me achar a mais mais.


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