quarta-feira, outubro 21

Falando em trocas.... o abusurdo das bolsas que caem do céu.

Aconteceu algo absurdo, EU ACREDITO nessas coisas, mas tem horas que me comovo com o universo.

Eu tinha uma bolsa, digo tinha porque a doei. Era minha bolsa predileta, merece ter sua história contada, couro preto com estampa de girafa na lateral, uma imensa logo escrito "Rio de Janeiro" e grande, não das gigantes, mas daquelas que cabem TUDO! Marca Soulier que não é reconhecida mundialmente por seus bons preços, apesar das lojas on line hoje estarem mais acessíveis. MARAVILHOSA não definia, foi a minha bolsa predileta por sete anos, sei a data porque foi com o dinheiro da recisão do um antigo job. A bolsa foi tão fora dos meus padrões financeiros da época, lembro que paguei 480 dinheiros a vista por ela, e ela se tornou A BOLSA. Usei muito, até cansar, o forro rasgou e Marcos costurou (já disse que ele é ótimo de costura? Muito melhor que eu) e ela ficou com aquela cara de batida sabe? Com algumas partes esbranquiçadas que eu tanto amo que compro bolsa velha no Mercado Livre com marcas.

Uma vez tendo uma bolsa de tão boa qualidade (todas as mulheres sabem que em um ataque nuclear as bolsas de couro e as baratas sobreviverão, somente) todas as que seguiram foram couro. Caras.  Arezzo, uma réplica perfeita de uma Chanel caramelo (com as ferragens banhadas a ouro diga-se de passagem) e outras, de outras marcas, se não conhecidas, ao menos muito boas.... nada glamouroso tá, marcas nacionais, mas a predileta sempre a Rio de Janeiro. Aí fiquei com responsabilidades do meu apartamento, aluguel, minha vida em geral....  acabou a farra das bolsas (dos perfumes importados também), mas como elas duravam muito, nunca me senti realmente orfã de bolsa. Mas o que matava era a monotonia, afinal mesmo estando boas... eram as mesmas....

Ficava namorando as bolsas de couro nas internets (quando tinha internet!!!) ou invejando as das amigas, mas pensar 400 dinheiros em uma bolsa? Nem a pau Juvenal, eis que o insólito aconteceu. Uma conhecida, não uma amiga, uma conhecida!!! Sempre elogiava essa bolsa no meu trabalho, a Rio de Janeiro, uns dias atrás ela me disse que a bolsa já estava precisando de aposentadoria, achei que ela vendo as marcas dos anos tinha dito que era velha, respondi que sim, estava precisando mesmo.... (mas queria dizer na verdade que ela ia se desintegrar no meu corpo quando eu tivesse oitenta anos) ela completou "pra se aposentar na minha casa" e eu na maior tranquilidade existente, DEI a bolsa pra ela, naquele momento exato, tirei uma ecobag de dentro da amada e coloquei minhas quinquilharias dentro e dei pra ela, sério que o cu dela desatarrachou e caiu da bunda, tanto que ela me perguntou: Sério? Sério mesmo? (umas trinta vezes)E eu com a mão estendida pra ela com a bolsa.

Não senti nenhuma dor e a dona está se esbaldando nela, eis que... poucos dias depois, não contei dias então não lembro, uma amiga me disse que a irmã dela, dona de um brechó tinha abatido um lote de bolsas e estava vendendo.... me mandou as fotos. Eram bolsas de couro que mugiam, da City Shoes, com etiqueta e tudo, qualquer uma por 130 reais.
Fiquei estupefada, como assim isso caindo no meu colo? Escolhi uma dourada, uma verde e uma preta, quando ela trouxe no dia subsequente (adoro essa palavra, pena que são raras as vezes que posso utilizá-la) eram muito mais lindas que eu imaginava, estavam etiquetadas, com lacres, com PLÁSTICO! Por uma pechincha (diga-se de passagem dividiva em 4x) pelo preço de 1 eu tive três bolsas (uma vendi, realmente a moça merecia e eu tinha pego as maiores).

O desapego vale a pena ou não vale? Tenho duas bolsas maravilhosas, uma amiga feliz e uma conhecida que acha que ganhou na loteria das bolsas e..... uma outra que vai trocar a bolsa dela por um brinco meu, a que queria o hidratante da Natura no post anterior (é uma semi jóia bem bacana, mas eu não uso) e agora tenho mais bolsas legais que antes!!!!!

uau.


3 comentários:

Murilo Kill disse...

Fazia tanto tempo que não lia coisa tua.
A culpa é minha.
Não sabia que havia voltado a escrever.
Nem sabia que havia parado na verdade.

valéria fagundes disse...

eu venho sempre, continua. =]

Dani Antunes disse...

Me ensina a ser desapegada? Meu armário tá cheio de roupas que não cabem mais. Me falta coragem de desapegar. Sem contar que bate o medo de estar quase pelada! Kkkkkkk