Poucos dias atrás digitei e redigitei uma poesia linda, mas não tive a quem entregar, também não tive vontade de publicar, tamanha era a nudez das minhas palavras que fiquei inibida diante das letras sobrepostas.
Escrevi sobre o inominável que queria dar para alguém de presente, queria embrulhar os raios de sol, o som do mar e tantas outras coisas... desejei ter a inteligência necessária para explicar que nada na vida seria capaz de deter a beleza de todos os dias, que renascer dentro de si próprio já era um milagre.
Escrevi, escrevi, escrevi, meditei, dormi e não enviei, deixei essa poesia embalada dentro da minha alma, como autora da mesma sou a dona, sendo meu, resolvi não compartilhar.
Decidi que traria para mim, o todo belo que ofertava, fui apagando letra a letra, sabendo que dentro de mim morava algo admirável e grandioso, mas que não interessava a ninguém.

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