03 maio 2023

Sem título

 Depois que libertei um pedacinho da minha mente em palavras, outras perguntas surgiram, muitas outras perguntas, cada vez que um pedaço se revalava outras coisas eram perguntadas pela mente, até que cansei, falei ué, mas que porra é essa, quanto mais resposta, mais pergunta, nos poupe, não tenho saúde emocional para esse looping de nem sei o que que você anda inventando para se OCUPAR porque não está ocupada o suficiente com sua vida, mas pera.

A mente não gosta desse tipo de julgamento, ninguém se revela sob críticas, ninguém gosta de conviver com esse tipo de diálogo interno, por isso que depois de muito cansaço, resolvi deixar que a mente fizesse o que quisesse, QUE SOFRESSE INCLUSIVE, já que queria inventar sofrimento, já estava lá de qualquer forma, deixei de perguntar, deixei de querer saber, no fim, deixei de raciocionar sobre isso, de elocubrar a respeito, no fim, deixei de querer saber.

Queria me desinteressar pelo mecanismo, pelo porque, pelo como, ou porque comigo... deixei de futucar os recônditos do meu cérebro, de questionar do PORQUE SOU DOIDA ASSIM MEU ZEUS? Essa pergunta certamente era a pior, que considerava mais infantil, mais absurda, afinal não TENHO UMA RESPOSTA!!!! Não uma condizente e elucidativa... "será que estou em uma adolescência tardia, será que não aprendi nada na vida, será que ainda tenho jeito, será que TEM ALGUM REMÉDIO pra isso?"

Implorei para minha terapeuta CONFIRMAR que estava enlouquecendo, coisa que ela não fez, que aliás me causou muita estranheza. 




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